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Ações informam sobre importância dos macacos para alerta da febre amarela

O surto de febre amarela em Minas Gerais tem deixado a população em alerta. Segundo dados do informe epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), na última quarta-feira, 1° de fevereiro, 48 mortes e 132 casos foram confirmados no Estado. Dos dois tipos (urbana e silvestre) existentes da doença, apenas a silvestre – transmitida pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios, foi catalogada.

Antes mesmo do humano, a doença afeta os primatas que quando contaminados, acabam morrendo – situação chamada de epizoorias. Até o momento, 57 municípios mineiros possuem rumores de mortes de macacos por febre amarela e 26 cidade tem casos confirmados pela SES. Mas, desinformação associada ao medo de infestação da doença tem trazido tristes consequências em algumas regiões de Minas. Moradores estão matando primatas, conforme notícias divulgadas por jornais de algumas cidades margeadas por matas e áreas de preservação. Para frear situações como esta, o projeto Muriquis do Caparaó, que protege mais de 200 muriquis da Serra do caparaó, tem feito campanha nas redes sociais para esclarecer sobre a situação.

Conforme o professor e coordenador do projeto, Daniel da Silva Ferraz, desde o início do surto nos estados de MG e Espírito Santo, biólogos envolvidos na proteção dos primatas tem observado o quanto a população estava desinformada sobre essa doença. Além da falta de conhecimento sobre os principais sintomas, tratamento e principalmente a melhor forma de prevenção, que é a vacinação, ele conta que também havia a necessidade urgente de tomarem ciência que os primatas (bugios, muriquis, macacos-prego, etc.) não são os transmissores da doença. “Diversos projetos, como o Projeto Muriqui-ES, Programa Macacos Urbanos, entre outros, estão engajados na divulgação das informações. Esta semana uma campanha chamada “Proteja seu Anjo da Guarda” esta sendo amplamente divulgada nas redes sociais”.

Mas, mesmo com toda campanha, infelizmente, Ferraz relata que em janeiro foram confirmados relatos de animais mortos por envenenamento ou arma de fogo na região de Manhuaçu. Ele informa que nestes casos, os macacos prestam um grande serviço à população humana. “Eles são verdadeiros sentinelas, nos avisam (alertam) que o vírus está presente em determinada região. A febre amarela é uma doença de origem africana, portanto, nossos primatas não possuem defesas naturais contra o vírus, o que os tornam mais susceptíveis à doença e não existe vacina para os primatas. Desta forma, quando observamos que os macacos estão morrendo pela doença, ganhamos tempo para tomarmos medidas de prevenção. Por isso os macacos são nossos ANJOS DA GUARDA”.

Como forma de maior evitar maior contaminação e proliferação do números de casos, o Governo de Minas suspendeu a visitação nos Parques Estaduais da Serra do Brigadeiro e Rio Doce – localizados em áreas de risco da doença, no dia 19 de janeiro, como medida preventiva, além de ampliar campanhas de vacinação, única forma de evitar a doença.

fevereiro 2, 2017
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